domingo, 11 de outubro de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Visceral...


Paixão visceral...
Consome carne e ossos;
Lacera, corta e sangra;
Me entrego em fatias;
Te desejo cortada;
Tua carne apodrecida;
Junto a minha definhada;
Consumo tu vida;
Devoro tua ferida;
Bebo o seu câncer;
Sou o cancro, a mácula;
Você decompõe meus instintos;
Dançamos com a doença;
Músculos engrecidos;
Visão perturbada...

O "segredo"



Deixe-me lhe contar um segredo meu...
No limiar da noite eu acordei...
Antífonas de glórias falsas, meu coração faleceu...
Vi um mundo cinza, escuro, mas não chorei...
Serei sempre escravo de minha loucura;
Com a mente avessa ao que é real...

Deixe-me lhe contar um segredo meu...
Presenciei o horror da morte, de uma forma singular;
A menção à noite, um golpe fatal...
O irmãos lutando, a árvore a chorar...
Surge da razão um sentimento bestial...
Eis meu segredo de porcelana a brilhar...
Sonhos bizarros de uma história real.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O trono de ossos...


Sentado em meu trono de ossos;
Julgo-me apto ao escárnio...
Vejo um mundo Infectado;
Corvos e abutres, espreitam, jogados à sorte...
Não consigo me recoradar, de algum tempo imaculado;
Vultos que surgem, vultos que se desfazem...
Apenas vultos... Sem rosto, sem calor e sem fogo;
Alimento-me de lembrança;
Por um momento, me esqueço do grande jogo;
Me torno cego com a esperança...
No meu trono de ossos eu descanço...
Estou tão pronto para meus próximos.
Pronto como estou para a minha própria morte;
Aguardo me libertar das coisas boas;
Esperando que a corda de minha própria forca ninguém corte...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O "Vírus" da vida...


A monotonia sublime do jardim...
Gigantes de aço e vidro;
Fumaça, estrondos e devastação...
O martelo marca o compasso;
O ritimo monocromático,
Aquarela cacofônica, sinfonia assimetrica;
Desespero... Escravidão....
O refúgio é tênue, e, fugaz ilusão;
O uivo perene, a luz rubra....
Anoitece no jardim...
Sem primavera, sem verão....

-Fil...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O Esclarecimento... A face e o Mal...


Sou o sarcasmo bem comportado;
Sou a pureza de um túmulo secular;
Sou Irrisdescência materializada;
Sou sintético, elástico;
Sou energia pulsante;
Sou universal e pequeno;
Sou o tolo o cego o surdo e o mudo;
Sou o vento no seu cabelo;
Sou sua sombra , o vulto; Sou o assasino sem rosto;
Sou a mão calejada a boca seca;
Sou a dor no seu estômago;
Eu não sou nada que convenha;
Eu sou desagradavel e malicioso;
Eu sou, aquilo, que vc precisa odiar!